O projeto Colibri criado pela Secretaria da Educação de Itaquaquecetuba, Semei, oferece o curso de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) gratuito aos educadores do Sistema Municipal de Ensino. Este trabalho faz parte do Programa de Formação Continuada de Profissionais, Proformacon, que oferece aos professores, coordenadores, vice-diretores, diretores e demais servidores um constante aprendizado como novas formas de interação entre educadores e alunos. 

No dia 27 de junho termina o curso do primeiro semestre que forma cerca de 24 alunos entre educadores e servidores da Semei. No mês de agosto serão abertas novas inscrições. O curso completa cinco anos em novembro de 2013. A professora, Eliete Carvalho Silva de Jesus, fala sobre a importância das aulas práticas, “exijo muito do aluno nas aulas práticas, porque é durante as atividades de se expressar e ser compreendido através dos sinais que o aluno começa a entender o universo do surdo e também como ele é interpretado pela sociedade. As aulas são 50% práticas e 50% teóricas, os alunos necessitam de uma atenção e um acompanhamento assíduo, algo que não seria possível em turmas grandes”, complementou.

Os cursos de libras são todas as terças e quintas-feiras das 17h30 às 19h30 na Semei, cumprindo 40 horas, duas aulas semanais de duas horas, durante dois meses e meio.

Grupo de Mães

O grupo de mães de alunos surdos conta com duas turmas uma das 8 às 10 horas e outra das 14 às 16 horas, todas quartas e sextas-feiras, para 19 alunas. As mães têm dificuldade de se comunicar com o filho surdo que aprende Libras, então ela procura compreender os sinais e tirar as dúvidas para interagir cada vez melhor. Para Eliete as aulas do grupo são dinâmicas com atividades relacionadas ao dia a dia e para sanar as dificuldades encontradas. Quando uma criança surda tem acesso à língua de sinais, ela se desenvolve integralmente, diferindo apenas na forma como aprendem que é visual e não oral-auditiva. A maioria destas crianças surdas vêm de famílias ouvintes que não dominam a língua de sinais, então, é essencial a imersão dos familiares nesta primeira língua, contribuindo para o desenvolvimento das funções cognitivas das crianças surdas.

Segundo a secretária de Educação, Maria do Carmo Fernandes da Costa Filha, a língua de sinais além de legitimar a cultura surda propicia o entendimento de suas necessidades, anseios e expectativas, se tornando a forma mais expressiva do exercício da cidadania. A Libras deve ser cada vez mais popularizada e incentivada, colaborando para a melhoria da qualidade de vida dos surdos.

 

 

Fonte: Assessoria de Imprensa Municipal